AS 17 AUGUSTAS

novembro 25, 2009

17 Augustas são 16 olhares fotográficos e a ligação entre eles.

As imagens abordam a vida na Augusta em momentos íntimos, em detalhes de sua arquitetura, na procura da sua memória , no anonimato e na pulsação da vida no dia a dia. São olhares poéticos, documentais, inquisidores que criam  pequenas narrativas que trazem novas visões e perspectivas para o nosso olhar. O que todos tem em comum é um frescor na procura da melhor forma de ver e entender o sentido de uma Augusta que é ao mesmo tempo tão central e desapercebida em nosso cotidiano.

Claudia Jaguaribe

QUANDO E AONDE

novembro 23, 2009

ABERTURA DIA 27 DE NOVEMBRO DAS 19:00 AS 22:00

ESCOLA SÃO PAULO- RUA AUGUSTA 2239

EXPOSIÇÃO DE 27 DE NOVEMBRO A 12 DE DEZEMBRO DAS 10:00 AS 20:00

ARTISTAS

novembro 17, 2009
  • ADRIANA NÉMETH

Na época em que tive que escolher uma profissão, apesar de já me sentir atraída pelas artes, acabei direcionando meus estudos acadêmicos para as áreas humanas. Graduei-me primeiro em Relações Internacionais e depois obtive meu bacharelado em Direito. Atuei alguns anos como advogada, porém, nunca esqueci meu interesse pelas artes em geral. Em 2007, enfim, resolvi deixar a advocacia e começar a trilhar meu caminho pelas artes plásticas. Desde então, me dedico ao estudo e prática das artes plásticas, agora com mais foco na fotografia.

Antosinonimios

O grupo do curso de Fotografia da Escola São Paulo teve como proposta o tema “A Rua Augusta”  para o desenvolvimento de um trabalho a ser apresentado ao fim do semestre. Diante do tema proposto, busquei somar às possibilidades disponíveis para mim, como equipamentos e locação, minha experiência pessoal e chegar a um determinado conceito que me fizesse sentido.
Assim, dei início ao meu projeto. Primeiro, adotei um corte para Rua Augusta e a dividi em dois tendo como ponto de referência a Avenida Paulista. Depois escolhi o trecho da Rua Augusta que mais fez parte da minha vida, já que morei por muitos anos nos Jardins e sempre perambulava muito por essa rua, principalmente entre a Avenida Paulista e a Rua Estados Unidos. Munida de uma máquina fotográfica de bolso, tirei fotos de todas as placas de ruas que cruzavam a Rua Augusta nesse trecho. Depois, revelei essas fotos em preto e branco e as emoldurei. Agora, com uma máquina fotográfica de maior porte, fui ao apartamento que ainda hoje pertence à minha família, localizado na esquina da Rua Augusta e da Rua Antônio Carlos, do outro lado da Rua Augusta, para tirar as fotos das fotos. Ou seja, ambientei as fotos PB emolduradas nos ambientes desse apartamento inabitado há mais de trinta anos.
Nessas novas imagens criadas tentei fazer um apanhado de contraposições; um lado da Rua Augusta com o outro lado,  bem como sua parte mais antiga com a parte mais nova; de justaposições; meu passado com meu presente, analisando meu próprio futuro, a opulência de um trecho com a decadência do outro trecho da via; de complementações;  cada quarteirão de uma via, cada trecho, por mais diferentes que sejam, se complementam para formar um todo. Antônimos e sinônimos que se contrapõe, se justapõe e se complementam na totalidade dessa rua que faz parte do passado e do presente da cidade de São Paulo e da minha própria história. Por isso, batizei  meu projeto “Antosinonimios”.

  • ANA FASSONE
Ana Fassone, fotografa professional há 6 anos e mais outros como aprendiz. Estudou fotografia em Buenos Aires e em São Paulo. Naceu e creceu em Buenos Aires brincando de tirar fotos com uma maquina quebrada do pai.
Atualmente trabalha no mercado editorial e graças ao curso seu olhar mudou e descubriu aquel mundo paralelo que ela se apaixonou.

A rua Agusta para mim siginfica: transito, gente..agitacao, mendigo, lixo, under, chique, postituta…mas tambem tem  os restos. E isso que eu quis mostrar. Recortes sobre a rua agusta e suas pecualiaridades, tudo misturado numa caotica geometria.

  • ALBERTO ROCHA
Paulistano, 19 anos, fotografa desde os 13. Para fotografar a Augusta existem muitas possibilidades. É uma rua cheia de segredos e surpresas, existem os bordéis, as lojas, os cinemas, os brechós… Mas a Rua Augusta também é um lugar onde passam pessoas, passam ônibus, carros, táxis, bicicletas. O dia inteiro na Rua Augusta tem movimento. E é essa característica, a de movimento dessa rua que eu quis retratar em meu trabalho.

  • CARLA VENUSA

Carla Venusa trabalha, desde os anos 90, com artes visuais tendo especial enfoque na fotografia. Apresentou seus trabalhos em exposições individuais e coletivas como no Fotoarte, Brasília; Galeria do Sesc Paulista, São Paulo; Usina do Gasômetro, Porto Alegre; Museu de Arte de Ribeirão Preto; Prêmio Porto Seguro de Fotografia, entre outros. A linha condutora de sua produção tem sido o desenvolvimento de imagens onde fragmentos da natureza são o ponto de partida para a criação de novas composições.

abweb@uol.com.br

No projeto “17 Augustas”, mostra a série Nature onde o resultado é uma representação deslocada, realizada a partir da apropriação de letreiros das fachadas de lojas da rua.

  • DUDA BREDA

21 anos, estudante de Relações Internacionais na Escola Superior de Propaganda e Marketing. Nasceu em Limeira e começou a fotografar a cidade este ano após ganhar de seu pai uma máquina fotográfica digital profissional. Seu trabalho, assim como suas primeiras fotos de sua cidade natal, mostra a Rua Augusta por um lado simplista e emotivo, mostrando a sujeira, a pichação e o movimento da Rua.

  • ELAINE ORIO

Paulistana, nascida em 1982. Formada em Web Design, começou a fotografar em 2008.

http://elaineorio.com

A veia para o grande centro, as lojas de um lado, as putas do outro, os bares e o trânsito. Fragmentos desconexos que poderiam apresentar essa rua num primeiro olhar. Mas, a partir daí, os arranjos só se revelam na prática social daqueles que se apropriam da rua, nos encontros que produzem seu próprio espaço.
É apenas o contato atento que, sem precisar de escalas, revela no fragmento mais banal as relações decisivas dessa construção, que em nenhuma perspectiva compõe um sistema carregado de coerência ou coesão, mas sim a Augusta de cada um.

  • ERIKA MALZONI
Vejo a rua Augusta de cima: as pessoas vão e vem em todas as direções, as imagens se misturam, e as represento ora num tabuleiro de xadrez, numa escada ou nas oscilações de um eletrocardiograma.
Erika Malzoni estuda fotografia ha 2 anos.

erikamalzoni@uol.com.br


  • FELIPE GARCHET

Reflexos da percepção.

O mundo está de cabeça para baixo. Essa frase define o meu trabalho e também a Augusta. Um mix de boemia e luxuria que se confudem em uma única rua, onde não se define estilos.O trabalho mostra a complexa arte da simplicidade, onde reflexos em primeiro plano mostram a realidade por um olhar diferente.

  • JAZZIE MOYSSIADIS
“Quando pensei num recorte sobre a Rua Augusta, tomei cuidado pra não ser repetitiva. Milhares de pessoas passam por lá todos os dias e está tudo ali – todos podem ver.
Quando você fala “Rua Augusta” para um paulista, isso já o remete a uma memória fotográfica muito clichê, e ele pensa  em tudo o que qualquer um, que esteja  somente de passagem ou até aqueles que freqüentam a vida noturna da rua, conhece: uma rua reduto da cultura putrefaça, dona da vida noturna de SP da paulista pra baixo, ótimo point de comércio e cultura da paulista pra cima.
Pensei então, secundariamente, na segurança de fotografar, já que se eu optasse por externas, dependeria do clima, de uma companhia, de muito material e de sorte!  Desisti das externas e foquei  no que nem todos conhecem: “dentro” da augusta.
Meu objetivo inicial era fotografar banheiros de botecos, antiquários, a famosa chapelaria PLAS e as “casas noturnas” (carinhosamente falando) para que posteriormente eu pudesse fazer uma seleção de acordo com o contexto, de acordo com a minha vontade de matar a curiosidade dos transeuntes.
Cheguei a fazer a chapelaria, e não fui autorizada a fazer antiquário nem os puteiros (longas historias)… Então continuei nos banheiros.
Tomava uma cervejinha em um, um café em outro, pedia logo de cara pra usar o banheiro em um terceiro. Gostei daquilo. Algo que me incomoda em fotografar a rua, é que a partir do momento que a pessoa vê sua maquina, a cena que você gostaria de registrar perde a sinceridade. Achei aqueles banheiros muito sinceros.
Outra decisão que tive que tomar era a forma que eu apresentaria esse trabalho. Acho que as fotos que eu fiz não são imagens muito interessantes. São banheiros, assim…tão banheiros…
Segui nessa linha de raciocínio, ”matar a curiosidade dos transeuntes”. Nada mais curioso do que enxergar como um voyeur (só uma brincadeira). Então criei um painel onde a pessoa pode espiar esses banheiros, cujo bar, com certeza, ela não teria vontade de conhecer. É só uma espiadinha…”


  • LETICIA SCALA

  • LUIZA ARCUSCHIN

20 anos

Sou estudante de administração de empresas, adoro as artes em geral e me interessei pela fotografia por não ter um grande conhecimento sobre o assunto. Apesar de estar no início desta caminhada já percebo uma mudança no meu olhar, uma nova maneira de observar, documentar e brincar com a história.


“O dia que vi a Rita Lee na Augusta”

Por ser o meu primeiro projeto fotográfico eu não tinha nem idéia do que iria fazer. No primeiro momento pensei em registrar o anonimato da Rua Augusta, depois experimentei fotografar o interior de um apartamento para representar pessoas que moram nesta região, mas ainda não era isso. Estava quase desistindo quando, de repente… Vi a Rita Lee na Augusta.

  • LUIZA LACAVA

http://www.flickr.com/photos/luizalacava
23 anos, paulistana.

A vida paulistana esta presente nas calcadas, nos cinemas, nas boates e nos escritórios da Rua Augusta e dentro de todos esses lugares moram sobre diversas formas as tentações humanas que se manifestam das mais variadas formas. Sempre me interessei por observar e entender o comportamento das pessoas. Vivi praticamente toda a minha vida amanhecendo e anoitecendo sob o caos das luzes, do cinza, dos barulhos de São Paulo e acredito que todos esses aspectos possuem uma influencia comportamental muito forte sobre as pessoas inseridas na cidade.

Com este projeto, pude saber um pouco mais da vida dessas mulheres. Descobri que são ao mesmo tempo tão fortes e tão sensíveis; algumas decepcionadas com a vida, outras decepcionadas consigo mesmas, são unidas e amigas entre si, fazem piada, dão risada e se preocuparam se suas celulites iriam sair nas fotos.

Em “Dona Augusta” não quis apenas relatar a prostituição. Contentei – me com aquilo que pude entender,  entretanto  meu trabalho nasceu principalmente dos sentimentos dessas mulheres em relação à confiança, a amizade e principalmente uma abordagem menos usual do amor.

  • MARCIA ANDRADE

Márcia Andrade, na ponte entre a moda e a fotografia.

www.flickr.com/arte8

Escolhi como representação de uma das realidades da rua Augusta, personagens reconhecíveis como ícones de várias gerações, confrontando mundos aparentemente antagónicos.

  • MARIANA TASSINARI

Nasceu em São Paulo, onde trabalha. É formada em artes plásticas pela FAAP (2002-2005) e antes disso chegou a cursar a faculdade de arquitetura no Mackenzie. Em 2005, seu trabalho fez parte da 37a Anual de Arte FAAP. Dois anos depois, participou da exposição coletiva de fotografia Arte em Dobro, na Galeria Arte em Dobro, no Rio de Janeiro. Foi representada por essa galeria na SP Arte em 2008 e 2009, na feira de arte latino-americana PINTA em Nova York em 2008 e na exposição Arquivo Geral no Rio de Janeiro em 2008. Atualmente participa da Galeria Motor, que tem seus trabalhos expostos no site do Submarino.

www.marianatassinari.com


  • MURILO PINHATA

Webdesigner, trabalha com criação, comunicação visual e tratamento de imagem. Sempre envolvido com a fotografia, pratica a arte do click por paixão e está em constante atualização para o aperfeiçoamento de novas técnicas e olhares.

Nesta série do Projeto Augusta, foram captadas, através de equipamento digital, as diversas formas de intervenções urbanas e arte alternativa. As imagens mostram os detalhes, que muitas vezes não são percebidos dentro do cotidiano de uma vida atribulada.

www.mpinhata.com
murilo@mpinhata.com

  • PAULA BRANDÃO

Nascida em São Paulo em 1980, formou-se em publicidade e propaganda pela Faap. Desde 2000 trabalhou como assistente de direção de filmes publicitários. Em 2008 trabalhou junto com o diretor Marcus Baldini na pesquisa do longa metragem “Bruna Surfistinha”.
Começou a fotografar profissionalmente em 2005 e entre outros formatos o Polaroid é um dos seus preferidos.
Montou e participou das exposições “Polaroids 2008” e este ano da coletiva “NO AR” .

www.flickr.com/paulabrandao
www.noar2009.wordpress.com
paulabrandao1@terra.com.br

Os neons foram o objeto principal do meu ultimo trabalho. Diante do tema “Rua Augusta”, enxerguei a chance de evoluir minha abordagem sobre esse universo. Mas os neons que restaram hoje na augusta ja não são tão interessantes e o que realmente me chamou a atenção, foram as garotas que trabalham nas boates e night clubs.

Neste trabalho apresento fragmentos de pequenas historias sobre mulheres, sensualidade, noite, cores, luzes e sexo.